sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Teatro Radical



(Grupo Galpão)

Será que fazer teatro cristão é como fazer uma novela, saber decorar textos e vomitar palavras?
Nem pensar. As artes cênicas vão muito além de somente palavras (note que eu disse as artes cênicas). Estamos tratando de artes que estão pautadas na cena. Portanto o como e o que fazer para que a cena seja interessante é o tema a ser abordado nessa postagem.

Às vezes em nossos grupos teatrais nos limitamos a coisas e textos pré-estabelecidos, regras e modos de interpretar tradicionais e esquecemos que lá fora o mundo fervilha criatividade, inovação e atitudes ousadas.
Acho que chegou a hora de revermos nossos conceitos e começarmos a criar.
Isso criar!! À primeira impressão criar soa como uma palavra complexa, afinal criar é complexo. Realmente criar não é uma coisa fácil, mas não é impossível. Nada que algumas horas pensando, treinando e testando não façam surgir coisas boas.
As barreiras devem ser expandidas para outros campos. O Teatro engloba diversas outras artes, pois se utiliza de música, cenário, figurino etc.
Então por que não ousar com essas coisas??
Desenvolver uma música própria, cantar em cena à capela ou acompanhado por músicos, ou pelos próprios atores tocando. Mixar músicas, editá-las, usar efeitos, ter um bom sonoplasta (técnico de som), tudo isso é essencial nos dias de hoje.
Outra coisa que faz a diferença em uma peça teatral é o visual. Devemos ousar no cenário, pesquisar novas formas de utilizar materiais, madeira, isopor, tinta, espuma. Devemos produzir coisas abstratas, surreais, e não somente pegar cadeiras e mesas realistas para todas as peças. Precisamos pesquisar produções de artes plásticas, montagens de iluminação, efeitos especiais entre outras coisas que vão compor o visual de nossa peça.
Use e abuse da criatividade também no campo do figurino. Cria roupas, acessórios, não tenha vergonha de se expor de ser ridículo. Traga o novo e o inesperado ao público.
Pesquise e desenvolva no campo da maquiagem, use efeitos de barba, cabelos, cortes na pele, sangue, cores, brilhos.

(Grupo Moitará)

Caso seja mais ousado ainda se arrisque no mundo das máscaras, produza e treine a utilização da mesma. Todavia para coisas mais complexas como máscaras procure professores na área para que o trabalho seja produtivo e interessante.
Enfim a parte não humana deve ser sim trabalhada de uma maneira especial se você deseja que sua apresentação tenha um toque mágico e seja melhor aceita por todos.
Agora entrando no mundo do humano na cena a coisa fica mais complicada ainda.
A interpretação é o carro chefe do boa espetáculo. Mas a boa interpretação não quer dizer saber falar bem o texto e ter o português em dia. Longe disso! A boa interpretação vem aliada com diversos fatores.
O ator deve buscar um apresco com o seu corpo, afinal o corpo é seu instrumento de trabalho. Este corpo deve estar preparado para movimentos, ações das inúmeras formas e maneiras. Você deve estar disposto a tudo em cena (a tudo se diz respeito a movimentos físicos e não a coisas obscenas) e deve ter um corpo muito alongado para ter uma boa performance.
A dicção também é essencial, saber falar bem, articular bem as palavras, ser entendido e ter uma voz audível para todos do público é extremamente importante.
Algo que é muito esquecido pelos atores em algumas ocasiões é o fato de que ator também dança. Sim dançar é importante não só para uma coreografia no meio da peça, mas também para o desenvolvimento e preparação corporal que o ator precisa para estar realmente preparado no palco.
Podemos falar também de técnicas circenses e postura circense. O ator deve conhecer algumas técnicas de acrobacia e malabares, deve utilizar em algumas ocasiões a postura de um artista circense e também ter o treinamento de clown ou palhaço, afinal isso pode ser uma arma para peças evangelística, grandes efeitos ou mesmo as infantis.
Não podemos esquecer que o domínio do ritmo para o ator deve ser algo primordial em sua vida como artista. O ator que não tem ritmo é como as águas que não correm para lugar nenhum, portanto é como um lago. Agora o que é mais emocionante e mais vivo? Com certeza o rio, porque corre e carrega coisas consigo, já o lago fica parado, não tem novidade, não tem criatividade.
Enfim saiba um pouco de tudo, pois o bom ator é aquele que domina diferentes tipos de artes e sabe sambar com qualquer sapato que dê a ele.

(Charlie Rivel)

Se formos falar de evangelismo a coisa piora um pouco mais, pois a estratégia deve ser outra a arte deve ser cativante e a mensagem geralmente é deixada para o final, pois assim você garante a atenção de todos. Mas para isso você deve fazer tudo bem feito com muito ensaio e dedicação, porque o mundo tem muitos grupos seculares ótimos a sua disposição.
Faça você a diferença com as peças, não copie, crie, adapte, inove, fale a língua que seus amigos na igreja ou nas ruas (no caso de evangelismo) falam.

Agora se você tem dúvida de como fazer tudo isso, não se atemorize, procure profissionais na área, contrate professores e oficineiros para que o entendimento e o aproveitamento desses conhecimentos seja o maior possível.

See you later...

Diego Daroz

Um comentário:

  1. Muito booooooooom me identifiquei muito com vcs, msms pensamentos é bom inovar sempre adicionando uma pitada de cada coisa no teatro evangélico. Diegoooooo saudades de ti véi, quando vejo seu orkut lembro do jorge no encontrart 2009 kkkkk muito bom, Abraço ermano! aki é o Rafael nascimento, era da tua tchurma lá! fik na paz! e que Deus continue usando vcs a cada dia mais, prossiga assim!

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